O gris da Andréia Mariano

Este blog Projeto Gris começou pra contar o meu processo de assumir meus cabelos grisalhos porque eu não encontrava nada em português sobre mulheres jovens gris. Era o meu processo, mas ao longo do tempo muitas outras mulheres vieram aqui nos comentários contar suas histórias – e eu adorei!

Sempre falo: “Contem mais! Compartilha com todo mundo aqui!”

E a Andréia Mariano topou contar o processo dela! Valeu, Andreia! :D

Se você quiser contar o seu processo também é só me mandar um email: pralili@gmail.com .

O gris da Andreia Mariano

“Comecei a perceber os primeiros fios de cabelos brancos aos 15 anos, minhas amigas na escola olhavam e sempre queriam arrancar. Nessa época eu devia ter uns 5 fios brancos, com o tempo foi aumentando e não me importava muito, mas as pessoas sempre diziam “você está ficando velha” , “devia tingir o cabelo” ou “vai ficar com cara de velha”. Engraçado como as pessoas sempre associam cabelos brancos á velhice.

Aos 20 anos já tinha bastante e comecei a tingir. No começo até achava divertido, era interessante mudar a cor, algumas vezes pintava de castanho, em outras usava uns tons mais avermelhados, ficava trocando de cor, mas depois de algum tempo os fios começaram a ficar estragados por causa da tinta.

Crescia muito rápido e ás vezes em menos de 15 dias já precisava tingir de novo, tentei usar henna por um tempo por ser considerada uma tinta natural, mas desbotava muito fácil e além disso, pelo que li, contém mais chumbo do que as outras. Nessa época pensei em parar de tingir, mas desisti e comecei a usar tonalizante. O tonalizante não desbotava, mas como passei por cima da henna acabou estragando mais do que a tinta.Depois de algum tempo de tonalizante o cabelo já estava muito danificado. Fui a um cabeleireiro, ele disse que meu cabelo estava muito estragado e que precisava cuidar melhor, falei que pensava em parar de tingir fazia tempo, ele achou que era uma idéia péssima, afinal a cor era castanho escuro e o branco crescendo daria um contraste muito grande. Perguntei sobre técnicas para retirar a tinta, para que não desse esse contraste na hora de deixar crescer, mas ele não recomendou, disse que provavelmente estragaria muito mais e o resultado não seria bom. Ele sugeriu que eu fizesse luzes e mais pra frente ficasse totalmente loira, então ignorei essa idéia, afinal isso seria totalmente o oposto do que buscava, queria deixar natural, se fizesse luzes, ficaria ainda mais ressecado e precisando retocar sempre!!!  Saí de lá e decidi que não iria mais tingir, deixaria crescer e pronto. Queria ter meu cabelo natural!

O cabelo foi crescendo, algumas pessoas criticaram, outras apoiaram, muita gente dizia que eu ficaria com cara de velha. Mas não me importava se as outras pessoas iriam gostar ou não. O que importava de verdade era meu cabelo natural. Claro que ás vezes dava um pouco de insegurança, mas decidi que não daria ouvidos ao que falavam. Quando o cabelo cresceu, eu estava gostando bastante e algumas pessoas começaram a achar interessante também. Um dia me mostraram a Sarah Harris e a Isabel Marant com os cabelos brancos naturais e elas estavam lindas!!! Foi pra me incentivar mesmo, porque a essa altura muita gente já não queria mais que eu desistisse dos brancos. Acho que a gente tem que ser do jeito que quiser! Eu estava gostando e isso que importava.

Agora está mais comum deixar os cabelos naturais, tingir de branco, platinar, mas quando parei de tingir não era tão comum ainda (parei no final de 2013, com 28 anos).

Hoje gosto como está e o engraçado é que virou moda tingir o cabelo de branco, então as pessoas sempre me perguntam como consegui essa cor (quase nunca pensam que é natural rsrsrs). Algumas pessoas também perguntam se não vou tingir nunca mais… acho isso muito radical, se eu tiver vontade de tingir de novo eu vou tingir. Mas por enquanto gosto assim.

Bjsss
Andréia”

Vão ter jovens gris sim!

Medo pra quê?

Eu demorei quase um ano pra decidir parar de tingir o cabelo.

Toda vez que eu pensava no assunto eu sentia medo. Medo mesmo, físico. Aquele frio na barriga de quem vai fazer algo errado. Me olhava no espelho, a raiz branca crescendo no cabelo tingido de castanho escuro, e sofria de uma ansiedade louca. Queria largar a tinta mas morria de medo.

A pergunta que um dia me fiz foi: MEDO DE QUÊ?

Encara esse medo, mulher! :D

Encara esse medo, mulher! :D

Nem eu sabia. Era um medo tão intrincado, tão aprofundado, tão inconsciente, que ele se manifestava sem nem passar pelo meu racional. Era do fundo da alma pro meio da barriga, sem nem passar pelo cérebro. Eu então comecei a refletir mais sobre ele, sobre o que as pessoas falavam, sobre os comentários que eu ouvia toda vez que eu jogava no ar quase como brincadeira que se eu pudesse pararia de tingir o cabelo. E percebi que é feita uma “lobotomia” nas mulheres pra que elas não queiram envelhecer. Claro que os homens também não querem envelhecer, mas para eles a idade está mais ligada ao amadurecimento do que à velhice. Já para as mulheres não: se você envelhece você perdeu, deu errado, desleixou.

Essa lobotomia é feita na menina que é elogiada por ser novinha. Na adolescente que é enaltecida porque está na flor da juventude. Através das revistas de adolescentes que só mostram mulheres também adolescentes e nunca tratam com naturalidade do envelhecer, fazendo as mães-tias-avós parecerem extraterrestres. E piora muito com as revistas para mulheres adultas que vendem “fórmulas mágicas” para ficar jovem sempre, veladamente condenando a idade; vendem todo tipo de produto e ideia com modelos magras, brancas e adolescentes, com fotos muito bem tiradas e tratadas, dando a entender que só é digna de beleza quem é daquele jeito; e, claro, impõem cabelos incríveis que custam horas de preparo das modelos e hair stylists como se fossem a coisa mais acordei-assim do mundo. Através da televisão, com mulheres sempre “jovens”, mesmo que à base de muitas plásticas e tintura.

Só uma observação: há alguns anos rolou um papo que a Globo estava com dificuldade de escalar atrizes para papéis de avós em suas obras pois todas as atrizes com idades para serem avós estavam lotadas botox e plásticas, todas tentando esticar suas juventudes até o final da corda. Não sei se foi verdade, mas se você prestar atenção, quantas atrizes consagradas se dão a liberdade da Cássia Kis Magro e da Vera Holtz de aceitar a pele e os cabelos naturais e poderem aceitar todo tipo de personagem que sua idade lhes presenteia?

Voltando. Me dei conta que tinha medo e não sabia de quê. E quando me dei conta que o medo era “de envelhecer” percebi que era um mega paradoxo, já que eu era nova – e mais, que eu não tinha medo de envelhecer.

Sempre acreditei que a gente é o que a gente vive. Todas as pessoas que passam pela nossa vida, todos os momentos (bons e ruins) que vivemos, todos os lugares que conhecemos – isso forma o que somos. Então se você não envelhece você não viveu. Se você não consegue assumir quem você é de verdade, naturalmente, você precisa cuidar de sua auto-estima. Porque todo mundo envelhece. TODO MUNDO. Inclusive você. E fique feliz por isso porque a outra alternativa ao envelhecimento é a morte.

Então no dia que me dei conta que eu estava refém de um “padrão social impossível”, que eu estava com medo de algo que conscientemente eu não tinha medo, e que eu poderia apenas tentar um novo visual (sem compromisso, sem gravidade), eu acalmei e o medo baixou.

Confesso que o medo não passou de uma vez só. É tudo muito profundo pra ser superado assim de uma hora pra outra. Não existe mágica. É uma desconstrução diária – afinal foi uma construção diária, durante anos. E os tijolinhos ainda estão dentro de mim, ainda me pego muitas vezes me comparando com modelos irreais, me cobrando por não ser perfeita como me mandam ser. Mas sei que já desconstruí muito.

O importante disso é que essa liberdade traz muita felicidade. Sério. Se livrar do medo é uma delícia! Saber quem se é, do que gosta de verdade, ver outras cores, outras formas, outros estilos. Tentar coisas novas. Procurar o que te faz feliz!

Então eu te pergunto e você me responde: medo pra quê? ;)

Tod@s querem liberdade!

Essa semana que passou publiquei um depoimento na página “Tenho Cabelos Brancos, E Daí?” do Facebook. Contei da minha experiência pessoal e do Projeto Gris. Pra minha surpresa a postagem bombou, com quase mil curtidas, centenas de comentários e dezenas de compartilhamentos!

Postagem do fb - 27ago2016

Por conta disso, a Brunna Condini, jornalista do jornal O Dia aqui do Rio de Janeiro, entrou em contato me convidando para participar de uma matéria sobre mulheres gris, que sairia no final de semana. Saiu! Você pode ver nesse post aqui.

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Projeto Gris no jornal O Dia

Também por causa disso o site hypeness.com fez uma matéria sobre a postagem e como as mulheres estão curtindo ser gris! Você pode ver nesse outro post aqui.

Hypennes - 5set2016

Projeto Gris no Hypeness.com

Sabe o que isso quer dizer, na minha opinião? Que as mulheres estão ansiosas por liberdade! Querem ser elas mesmas, ser feliz como são – e todo empurrãozinho é bem-vindo.

Fico feliz em poder inspirar outras mulheres que não gostam de tintura a se libertar, mas quero dizer que não é só da tintura: liberte-se dos hábitos que você não gosta, que não te fazem feliz. Não se obrigue a ser diferente do que você é porque os outros “falam” ou “acham”, ou porque as revistas de beleza “ensinam”.

Seja você! Seja feliz! ;)

Hypeness.com: “As mulheres estão assumindo seus cabelos brancos; não importa a idade”

por Redação Hypeness

Foi-se o tempo em que cabelos brancos eram sinal de descuido ou velhice. Cada vez mais mulheres de variadas idades estão assumindo seus fios como eles são, dizendo adeus à tinturas e tonalizantes.

Esse processo de transição geralmente se dá após a falta de identificação com cabelos opacos e sem vida, que vão se tornando cada dia mais danificados após tanta química. Foi o caso da paulista Elisa Colepicolo, que relatou à página Tenho cabelos brancos, e daí?, uma comunidade de apoio online às grisalhas, sobre como foi abandonar a visita ao salão a cada 15 dias para dizer sim aos seus fios naturais:

“Comecei a ter cabelos brancos aos 16 anos – e com os tonalizantes também. Aos 26 comecei a notar que tonalizar já não era fácil, e passei para a tintura. Aos 32 estava com o cabelo manchado, tendo que fazer retorques a cada 15 dias, sem cachos, danificado, triste. Odiando esse processo e curiosa sobre a situação real do meu cabelo (que mal lembrava que cor era), aproveitei um corte curtinho que fiz para experimentar ser natural. O máximo que poderia acontecer seria eu não gostar e, 40 minutos depois, estar tingida de novo. Em 2014 me libertei da tinta e, pra registrar o processo e dar referência em português (uma raridade na época) pra outras mulheres na mesma situação, criei o blog Projeto Gris. Lá se vão 2 anos. Nunca mais tingi, tonalizei nem sequer cortei meus cabelos. Eles voltaram a ter brilho e forma, como há muito não acontecia. Eu voltei a ter paz com meus cabelos e, depois de um longo processo de aceitação (lutando contra toda a pressão social da beleza padrão), hoje não consigo mais me imaginar diferente. Me sinto linda assim! E incentivo todas as pessoas que me perguntam. Assuma! Seja você! Seja feliz!”.

O depoimento de Elisa fez sucesso, e além de inúmeras curtidas e compartilhamentos, veio acompanhado de muitos outros desabafos nos comentários:

“Os meus estão assumidos brancos desde 2010! Aguentei a pressão e não me arrependo! Os meus brancos apareceram por volta dos 12 anos!” – Helena Leardini

“Faz uns 3 anos que os meus estão livres. Agora tô deixando crescer de novo! Adoro quando me perguntam aonde fiz os reflexos brancos.” – Sonaira Dávila

“Amei, Elisa Colepicolo! Os primeiros fios brancos já estão acontecendo por aqui. Estou na fase da aceitação. É difícil, me dei conta de como ainda estou a mercê das pressões sociais e padrões de beleza, mas tenho certeza que vou me libertar. É uma constante desconstrução, mas eu chego lá. Adorei o projeto! Parabéns e sim, você está linda!” – Teresa Duque Estrada

“Adoro ter cabelos brancos. Tenho desde os 30 anos e agora com 60 estão cada vez mais bonitos!” – Fátima da Silva

“Serei e já sou dessas… Rsrsrs embora eu não tenha muito cabelo, mas os brancos tem dado o ar da graça, envelhecer faz parte se amar é tão natural quanto…” – Luciane Ramos Madruga

“Cansei de tirar a originalidade do meu cabelo. Assumi de vez os brancos, que aliás já amava. Parabéns a todas nós que aguentam com todo orgulho, as críticas amargas e até acho, meio invejosas. Pois pra isso temos que ter personalidade forte, que acredito que quem critica, não tem!” – Cláudia Rogéria Moura

Apesar de tanto apoio, a resistência e o preconceito com os fios prateados ainda é grande.Seja por pressão da sociedade, seja por falta de costume mesmo. O fato é que deve ser libertador não depender mais de tinturas e reconhecer seu cabelo como ele realmente é, do jeitinho que a natureza fez. Mas, se você não gosta dos seus fios assim, tudo bem. Vale branco, vale loiro, vale ruivo, vale castanho, vale preto, vale rosa e vale azul também. O que não vale é se tornar escrava de algo que não seja para agradar quem mais importa na sua vida: você!

Imagens © Reprodução Facebook

As mulheres estão assumindo seus cabelos brancos  não importa a idade - corte

Link pra matéria online: http://www.hypeness.com.br/2016/08/as-mulheres-estao-assumindo-seus-cabelos-brancos-nao-importa-a-idade/

“Seja inovadora – mas não muito”

Tenho 34 anos e desde 2014 assumi meus cabelos brancos – e são muitos!

Quando decidi assumir percebi que temos pouquíssima informação em português sobre isso. Foi quando decidi registrar meu processo aqui no Projeto Gris, pra tentar ajudar outras mulheres que tenham vontade de seguir pelo mesmo caminho.

E tenho a dizer que a desinformação sobre isso ainda é gigante. Por isso muita gente, muito cabeleireiro inclusive (alguns até falando isso em reportagens de jornais, revistas e internet), dá bola-fora.

Ontem li esse artigo aqui, em que citam uma matéria no jornal com comentários de um cabelereiro “dando dicas”. Fiquei chocada com o despreparo com o gris.

Primeiro que usar mais química para tirar química é uma loucura. Seja descoloração, tintura ou tonalizante, a não ser que seu cabelo seja 100% branco, de qualquer jeito você vai ter que passar pelo ano e meio com cabelo com duas ou mais cores. Mais fácil usar uma maquiagem lavável durante esse período, se a bagunça de cores te incomodar muito, ou cortar curtinho pra crescer com eles naturais de uma vez. Mas não apele pra química, não vale a pena.

Outra coisa é esse estigma de que mulheres de cabelo gris não podem ter cabelos compridos. Ué, se você já está inovando ao assumir seu gris, inove tendo o corte que te agradar – seja ele máquina 3 ou até a cintura!

Inovadora você! Mas vai manter esse cabelão? Grisalho geralmente é curtinho, né?

Inovadora você! Mas vai manter esse cabelão? Grisalho geralmente é curtinho, né?

Outra balela é essa história de que cabelo branco é rebelde. Cabelo danificado e com química é rebelde, isso sim!

Então, faça um favor para você mesma – já que vai abandonar a tintura, abandone os cosméticos pesados (com petrolatos, silicones e afins). Você vai ver como seu cabelo vai ficar muito melhor.

Usar cabelo gris ou branco como escolha é novidade, então você ainda vai ver muito olhar torto e ouvir muita bobagem de cabeleireiro. Mas aceite seu cabelo como é e, acredite, você não vai arrepender. ;)

2 anos de Projeto Gris!

Olá-olá!

Depois de muito tempo sem atualizar, cá estou eu pra contar como vai meu Projeto Gris.

2 anos se passaram. Incrível como passa rápido. Decidi parar de tingir os cabelos nas barbas do meu aniversário de 2014. Aproveitei que estava com o cabelo bem curtinho, seria mais fácil me livrar da tinta só deixando crescer, e lá fui eu para um looooongo processo de aceitação e aprendizado.

A primeira fase, com o cabelo ainda bem curto mas já aparecendo o grisalho, não foi das piores. Meu cabelo tinha umas 4 cores diferentes mas as pontas coloridas ainda predominavam no visual, então não sentia tanto o que estava fazendo.

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A segunda fase foi quando comecei a perceber os brancos de verdade. Começou a chamar atenção e as pessoas passaram a me olhar na rua. Mas meu cabelo ainda estava curto, a cor das pontas ainda muito chamativas. E eu não via minha nuca.

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A terceira fase foi a mais difícil. Meu cabelo ficou só com as pontinhas coloridas, e a maior parte dos fios naturais. Isso significa que o topo da cabeça ficava bem grisalho e a nuca bem castanha. Foi a fase que eu pensei seriamente em abandonar o projeto. Eu acordava de manhã e tomava sustos me olhando no espelho. Desgostava da minha imagem, até porque meu cabelo estava sem corte (se eu cortasse ele demoraria ainda mais a crescer, então usava grampos, arcos, lenços e qualquer coisa que ajudasse a arrumar). Mas, sabendo do topo branco, imaginava que quando estivessem mais longos, esses fios de cima cobririam os outros dando uma sensação de degradê. Apostei nisso e segui.

Olha o cabelo crescendo!

Na quarta fase finalmente comecei a entender que a minha intuição estava certa. O cabelo estava crescendo, meus cachos voltaram depois de quase 10 anos sumidos por causa da tintura, minha satisfação começou a acontecer – e os elogios também!

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A quarta fase foi longa. Pouco mudou da sensação do gris, só o comprimento ia mudando – e me deixando mais feliz. :)

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Acho que agora posso considerar essa a quinta e última fase. Meu cabelo cresceu e minha intuição se confirmou: os fios brancos do topo da cabeça formam um degradê com a base ainda castanha e fica parecendo que eu fiz luzes platinadas. Muita gente me pergunta se eu fiz em salão. Muuuuitas mulheres me olham na rua. E quase todo mundo fica impressionado de eu ter 34 anos e tantos cabelos brancos.

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Com o fim da química pude entrar numa rotina low-poo, tirar todos os derivados de petróleo e metais pesados, deixar ele mais sadio. Fora que não sou mais escrava de tintura a cada 20 dias – o que me faz mega feliz!

Se vou seguir com ele assim pra sempre, não sei dizer. Sempre fui muito inquieta com cabelos, nunca tive medo de cortá-los, então pode ser que daqui a um tempo eu enjoe e decida mudar. Mas dessa experiência eu com certeza aprendi uma coisa: TINTURA NUNCA MAIS. Se for pra mudar de cor, só tonalizante – e de preferência o mais natural possível. Quem sabe roxo, azul, turquesa…?  :D

Enfim. Me acostumei completamente com meu cabelo gris. Às vezes olho umas fotos de quando tingia e acho esquisito, artificial. Agora sou eu de verdade. Gris aos 34. Hoje consigo dizer que gosto de verdade dele assim!

(2016_07_08) Lis Gris