Projeto Gris no Japão!

Esse mês a Noriko Tanaka, correspondente em terras tupiniquins do site japonês Wotopi, entrou em contato comigo para fazer um artigo sobre o Projeto Gris!

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Projeto Gris em japonês!

Tivemos um papo super legal, onde contei pra ela sobre meu processo e ela me contou como as japonesas são ainda mais reticentes sobre cabelos gris do que nós, brasileiras – o que, confesso, me impressionou muito. Sempre chega pra gente aqui aquelxs japonesxs modernérrimxs, com cabelos ousados e coloridos, então tinha a sensação que elxs eram bem tranquilxs sobre isso, mas ela me contou que essa modernidade é aceita apenas aos jovens. Quando se entra na vida adulta as mulheres são “pressionadas” a seguir um padrão de beleza de cabelos castanhos ou pretos, com cortes mais comportados. O gris lá só é assumido por mulheres pra lá de 60 anos, e não com muita frequência.

Noriko viu na minha história uma oportunidade de mostrar para as japonesas que é possível sim assumir seus cabelos naturais, independente de sua idade! E eu fiquei muito feliz de pode falar pra gente do outro lado do mundo que o que importa é ser feliz como se é!

Abaixo vai a transcrição que a Noriko gentilmente fez da entrevista (o google tradutor é péssimo em japonês-português). Mas vale dar uma olhada lá no Wotopi pra prestigiar o trabalho dela! ;)

http://wotopi.jp/archives/42493

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“Por que eu assumo meus cabelos brancos” – Entrevista com a blogueira grisalha do Brasil

Por Noriko Tanaka

Elisa Colepicolo (34 anos) mora no Rio de Janeiro, Brasil. Ela decidiu “assumir seus cabelos brancos”, e começou a escrever o blog “Projeto Gris” há dois anos para incentivar mulheres jovens grisalhas. O blog dela acabou fazendo sucesso entre as mulheres grisalhas e ela tem sido entrevistada pela mídia, por vários jornais.

Cabelos brancos muitas vezes são vistos como sinal de “desleixo” e “velhice”, mas por qual motivo ela decidiu assumir isso? O que ela conseguiu perceber com esta decisão?

 

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Motivo de parar de tingir o cabelo

– Quando os cabelos grisalhos começaram a aparecer?

Elisa Colepicolo: A primeira vez que eu achei fios brancos foi quando eu tinha 16 anos. Mas tinha só um fio, depois outro fio… Comecei a passar tonalizante no cabelo mas era simplesmente por diversão.
Depois dos vinte e poucos anos tinha que tingir todos os meses, e quando fui chegando aos 28 anos o tonalizante começou a ficar complicado, ele desbotava rápido. E resolvi passar para a tintura, mas meu cabelo foi ficando muito ruim, ficou danificado, comecei a ter muita queda.
Depois de parar de tingir que percebi que não caía mais tanto, foi então que descobri que isso era por causa da tintura.
Quando cheguei aos 30 anos, comecei a me questionar “E se eu parasse pintar o cabelo…?”

A referência foi Sarah Harris da Vogue inglesa.

Colepicolo: Muitas brasileiras fazem coisas para parecerem mais novas, como por exemplo botox, cirurgia, etc… E é difícil de quebrar essa barreira.
Acho que tem duas ideias muito difundidas: “Mulher jovem não pode ter cabelo branco” e “Se ter cabelo branco, não pode ter cabelo comprido”.

Quando estava procurando mulheres que assumiram seus cabelos brancos eu achei a Sarah Harris, uma editora da Revista Vogue inglesa. Ela foi a primeira mulher jovem que eu achei que realmente era natural. E descobri que ela também começou a ter cabelo grisalho aos 16 anos e com 31 anos já estava todo grisalho. Ela tem cabelo comprido até quase a cintura, e bem grisalho. E ela é muito bonita e elegante! Eu comecei a pensar “Dá pra ter cabelo branco! Pode ficar legal! Então… por que não tentar?”

O marido não era muito favorável, mas…

– Você falou pra outras pessoas sobre o seu pensamento de não tingir mais o cabelo? O que eles acharam?

Colepicolo: Meu marido inicialmente não curtia muito a ideia… “Ah, não! Por que parar de tingir? Você ainda é muito nova!” (risos)

– Quando parou de tingir mesmo?

Colepicolo: Quando estava com 31 anos, em abril ou maio, meu marido entrou de férias do trabalho e perguntou “O que você acha se eu descolorir meu cabelo?” Ele também era grisalho. Eu respondi “Vai lá, descolore! Cabelo cresce. Se não gostar, depois corta ou pinta de novo…”.

Ele ficou meio impressionado de eu aceitar a ideia dele, mas descoloriu e adorou. Realmente ficou lindo, combinou super com ele. E ao mesmo tempo, ele ficou sem argumentos. “Se ele podia descolorir, por que eu não podia deixar de pintar?!” (risos)

Aí em julho daquele ano, na época de completar 32 anos, resolvi parar de tingir, e comecei o blog.

Queria fazer “algo” para as mulheres que não queriam mais pintar

– Por que você começou o blog “Projeto Gris”?

Colepicolo: Eu já procurava na internet mulheres grisalha desde os 30 anos, época que comecei a pensar em parar de tingir, mas só achava mulheres bem mais velhas do que eu, nunca da minha idade, nunca nem perto da minha idade. E quando achava alguma coisa era em inglês, como Sarah Harris. Mas não achava nada em português.

Fiquei pensando na quantidade de mulheres que passavam pela mesma coisa que eu, que tinham essa curiosidade de saber como é que mulheres jovens ficam quando assumem o cabelo branco, mas não conseguiam achar nada. Aí, já que eu ia fazer isso, eu podia fazer o processo fotografando pra mim e compartilhar pra ajudar outras pessoas também.
“Tenho cabelos brancos, e daí?!”

– Depois de começar o blog, como foi repercussão?

Colepicolo: Não posto todo dia, escrevo a cada 2 meses ou 3 meses. Porque tem que ter alguma mudança no cabelo. No começo, não tinha muito acesso. Quando fez 1 ano as pessoas começaram a chegar no blog. Meu cabelo ficou maior e fios brancos ficaram mais aparentes.

Quando completou 2 anos do Projeto Gris eu estava vendo o Facebook e apareceu essa página, “Tenho cabelos brancos – e daí?!”, como sugestão acesso. Aí fui ver como era e vi que mulheres falavam ali sobre os cabelos delas.

Aí eu escrevi. Minha postagem original recebeu quase 1000 curtidas, e quase 100 comentários. Então o site “Hypeness” compartilhou minha postagem e meu blog bombou. E fui entrevistada pelos jornais famosos daqui também. O negócio foi virando uma bola de neve.

Eu jamais imaginei nada disso só pelo simples fato de não pintar mais meu cabelo. E agora até no Japão! (risos)

No meu blog muitas mulheres novas comentaram que “tiveram medo de não pintar mas que agora começaram a ter coragem” ou esse tipo de coisa. Antigamente eu que procurava isso e agora estou feliz em conseguir incentivar mulheres que só querem ser felizes.

Muita gente acha estranho eu assumir meus cabelos brancos tendo menos de 35 anos. Mas cabelo branco nem sempre significa “velhice”, é uma coisa genética, então mesmo eu sendo jovem ele cresce!

Nos primeiros meses que eu parei de tingir as pessoas na rua me perguntavam “Porque não pinta cabelo?! Você é tão nova!…”. Mas agora muita gente me diz “Está bonita!”, “Ficou legal”.

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Importante é “TER CONSCIÊNCIA DA ESCOLHA”

– Favor deixar uma mensagem para as mulheres japonesas.

Colepicolo: Não quero que vocês achem que eu sou contra pintar cabelo. Se você gosta de pintar cabelo, se divirta, continue! Mas se não gosta, pare! Tente! Você vai se olhar no espelho e se achar bonita, isso é ótima decisão.

Isso não é só para o cabelo mas sim para qualquer coisa que você faça. O ruim na vida é a gente fazer as coisas por obrigação. Isso não vale a pena. Importante é ter consciência da escolha. As pessoas querem ser igual a todo mundo mas você não precisa ser igual a ninguém. Todo mundo nasce diferente. Os outros vão dizer como você deve ser ou se comportar mas você que tem que procurar o que TE faz feliz.

Mas isso aí ninguém vai te dizer, não. Você mesma que vai achar o seu caminho.

 

 

Gris ou não Gris – eis a questão.

Desde a matéria do Hypeness, dO Dia e, depois, do G1, muita gente me procurou e procurou o blog. Mulheres que, como eu, sentem vontade de se libertar da pressão para tingir o cabelo.

É preciso deixar uma coisa clara: não tem nada de errado em tingir o cabelo. Se você sente prazer com o processo e com o resultado, maravilha! Curta seu momento em casa ou no salão. Curta seus fios coloridos – de qual cor você escolher. O importante é que você está feliz.

Mas se você acha que seu cabelos terem cores artificiais não é estímulo suficiente para que você passe por horas de tingimento uma ou duas vezes ao mês, então pare.

Entenda uma coisa: você não precisa fazer isso. Você pode. Se você quiser. E a pergunta é: você quer?

O que eu quero dizer é que tingir o cabelo (e tudo mais o que você faz com o seu corpo) tem que ser uma escolha. Você tem o direito de refletir sobre o assunto, entender o quanto isso te afeta positiva ou negativamente, e tomar a decisão que vai te deixar mais feliz. Independente dos outros. Independente do que você está acostumada a achar que é o “certo”. Certo é o que vai te fazer feliz.

A vida é curta demais pra viver aprisionada a medos e infelicidades.

Ainda mais quando estamos falando de coisas completamente alteráveis, como cabelos. Se você não detonar o seu couro cabeludo, você poderá fazer o que quiser com seu cabelo em curtos períodos de tempo. Cortar, tingir, parar de tingir, deixar crescer. A escolha é sua.

Então vamos começar por aí. O que é mais importante pra você: se sentir livre do tingimento ou manter a cor que você nasceu ou escolheu ter?

No meu caso, eu detestava tanto o processo de tingimento e estava tão infeliz com o resultado dele no meu cabelo que, apesar do medo, decidi que queria tentar não tingi-lo. Não foi uma decisão fácil. Demorei mais de um ano refletindo sobre o assunto. Não conhecia ninguém por perto que tivesse minha idade e tantos cabelos brancos quanto eu. A única referência que eu encontrei foi a jornalista Sarah Harris, editora de moda da Vogue inglesa, que tem a minha idade e longos cabelos gris. Me senti encorajada por ela. Ela fez com que eu não me sentisse louca sozinha. Porque isso vai sim acontecer. Em algum momento você vai se sentir louca de estar na contra-mão do mundo. Você vai se perguntar por que está fazendo isso. Você vai se olhar no espelho e se sentir feia. Porque você se acostumou com o mundo dizendo que cabelos gris são feios, que mulheres jovens não podem ser gris, que não é possível sair fora do que o mundo conhece como “normal”. Você vai bambear na decisão, especialmente antes de terminar a transição da tinta pro gris. Vai acordar de manhã, se olhar no espelho e perguntar quem é a pessoa que você está olhando. Afinal, você passou mais de 30 anos olhando para uma mulher de cabelos castanhos (ou pretos, ou loiros, ou ruivos) e, do nada, ela não existe mais. Você vai ter que se acostumar a outra você.

Todo mundo precisa de referência. A minha foi Sarah Harris.

Todo mundo precisa de referência. A minha foi Sarah Harris.

Não quero desanimar ninguém com esse papo. Ao contrário. Estou sendo realista pra dar a real noção do que vai acontecer. Você vai conhecer outra pessoa, outra você. E se você vai gostar dela ou não, você só vai descobrir tentando.

Porque também tem isso. Quando falamos em se libertar da tintura, não precisa ser pra sempre. Você tem todo o direito de não gostar. De pensar que você prefere mesmo tingir. Não tem problema mudar de ideia. Não tem problema não gostar. Mas tem sim problema querer e não tentar. Porque você vai sempre ficar com a sensação que nem tentou, que não teve coragem, que não aguenta mais fazer o que faz mas não teve forças… para ser você.

Sempre me perguntam se eu gosto do meu cabelo como está hoje. Eu respondo que sim, porque é verdade. Mas eu tenho a tranquilidade de saber que eu posso mudar de opinião quando eu quiser. Porque o cabelo é meu, o corpo é meu, a vida é minha. Eu só tenho que me sentir feliz. Senão, de que adianta?

E você, está feliz?

Se você souber inglês ou se entender bem com o google tradutor, abaixo vai o link de uma entrevista que a Sarah Harris deu para o jornal The Telegraph, contando sobre seu gris.

http://www.telegraph.co.uk/women/life/ive-had-grey-hair-since-i-was-16/

Projeto Gris no G1!

Há umas duas semanas uma jornalista do G1, Livia Torres, entrou em contato comigo querendo fazer uma matéria sobre mulheres jovens que assumem os cabelos brancos. Fizemos uma entrevista na Lagoa Rodrigo de Freitas e hoje finalmente a reportagem foi publicada!

Tá lá, no portal G1, com direito a video e tudo!

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/10/mulheres-dizem-por-que-decidiram-assumir-os-cabelos-brancos-video.html

A resistência das pessoas ainda é grande, mas é ótimo plantar essa sementinha de liberdade na cabeça de algumas e alguns. Só de mostrar que tingir o cabelo não é obrigatório para mulheres já é um avanço e tanto!

Eu vou falar de novo porque é o mais importante de tudo: seja feliz como você quiser, não como os outros acham que você deve ser! Seja você! ;)

E viva o gris!

Projeto Gris no G1

Projeto Gris no G1

“Mulheres dizem por que decidiram assumir os cabelos brancos” – G1

No Rio, mulheres jovens têm assumido cada vez mais os fios brancos. Cabelos grisalhos muitas vezes são tidos como sinal de desleixo e velhice.

Lívia Torres*Do G1 Rio

Basta uma conferida atenta no espelho: eles podem estar ali. Rejeitados por grande parte das mulheres, os cabelos grisalhos muitas vezes são tidos como sinal de desleixo e velhice. Avessas à obrigação da tintura, mulheres jovens têm assumido cada vez mais os fios brancos.

Elisa Colepiloco (Foto: Arquivo Pessoal)

A consultora de museologia Elisa Colepicolo, de 34 anos, começou a ter cabelos brancos aos 16 e decidiu parar de pintar há 2 anos. Para registrar o processo, ela criou um blog, o Projeto Gris, onde expõe suas impressões e incentiva pessoas que gostariam de fazer o mesmo.

“É uma pressão muito forte para não parar de pintar. As pessoas olham e não acreditam. Muita gente pergunta se eu faço no salão. A maioria fica impressionada, mas não acha ruim. Tem sempre alguém que fala: ‘mas você é tão novinha!’ No geral as pessoas gostam. A mulherada pergunta de que cor eu tinjo ou fala que quer fazer mas não tem coragem”, contou.

Elisa lembrou que o marido, com quem é casada há 10 anos, resistiu quando ela falou sobre a ideia de parar de pintar.

“Ele falava que não ia me deixar não tingir, que ia jogar um balde de tinta preta quando eu estivesse dormindo. Quando começou a ficar maneiro, ele adorou. Hoje ele é o maior incentivador. Meu marido também já é grisalho, aí ele decidiu descolorir. Eu incentivei e ele adorou.”

Elisa Colepicolo, de 34 anos, está há 2 anos sem tingir o cabelo (Foto: Arquivo Pessoal)
Elisa Colepicolo, de 34 anos, está há 2 anos sem tingir o cabelo (Foto: Arquivo Pessoal)

Queda de cabelo
Marcia Mesquita é socióloga, tem 31 anos, e decidiu parar de pintar em meados de agosto deste ano por ter enjoado do cabelo preto e por ele estar caindo em excesso.

“Tenho queda de cabelo há muitos anos por conta de desequilíbrios de ferro e vitamina D. Sempre fiz tratamento da dermatologista para acompanhar e consegui controlar a queda. Mas em fevereiro deste ano, meu cabelo começou a cair loucamente. Investiguei todas as causas possíveis, mas não parava. Então eu tive chikungunya e a queda piorou mesmo. Passei então a pintar com uma tinta especial que agride bem menos o cabelo, de uma marca importada. Super cara. Aí decidi fazer o teste e parei de pintar. E funcionou, minha queda melhorou muito e hoje em dia já não faço mais tratamento”, contou.

A socióloga Márcia Mesquita começou a ter fios brancos aos 20 anos (Foto: Arquivo Pessoal)
A socióloga Márcia Mesquita começou a ter fios brancos aos 20 anos (Foto: Arquivo Pessoal)
Alba Lopes, de 38 anos, parou de pintar os fios há 2 meses (Foto: Lívia Torres/G1)
Alba Lopes, de 38 anos, parou de pintar os fios há 2 meses (Foto: Lívia Torres/G1)

‘Difícil encarar as pessoas na rua’
A assistente social Alba Lopes, de 38 anos, usa tintura no cabelo há 20 anos. Há 2 meses ela decidiu parar de pintar pra ver como seria a real cor do seu cabelo. O processo tem sido difícil e, segundo Alba, é complicado até mesmo encarar as pessoas na rua.

“Eu estava constrangida com a raiz branca. Senti que estava com o olhar baixo, não encarava as pessoas com essa ideia de que era desleixo. Minha ideia é conhecer como sou de verdade. Escuto muito: você vai parecer mais velha, descuidada. Eu não acho isso. Imagino que em pouco tempo vou dar a louca, cortar bem curto e deixar ao natural. Eu sempre quis, desde adolescente. Acho que vai ser a chance de realizar um sonho lá de trás”, revelou.

Youtuber registra processo
A carioca Kika Ribeiro, de 46 anos, tem um canal no Youtube (Página da Kika) e já fez diversos vídeos abordando sua escolha de não pintar mais os fios. Ela parou de tingir há 3 meses, mas já pensava sobre o assunto há 3 anos.

“Eu sempre achei bonito o cabelo grisalho, mas sempre pensei em como eu ia passar por esse processo. Eu decidi parar de pintar porque é uma escravidão, é chato e desgastante. A gente tem que ter uma cor de cabelo por escolha e não pode obrigação. Cabelo branco pra mim significa liberdade e principalmente atitude. Ter o cabelo branco me deixa poderosa e demonstra que sou uma pessoa que tenho coragem de ir em frente na minha decisão”, ponderou, lembrando que os primeiros fios brancos apareceram aos 20 anos.

“Eu abordo o tema nas redes sociais com naturalidade e entusiasmo, me sinto feliz com minha escolha. Gostaria que as pessoas repensassem, não é sinal de desleixo ou vaidade. É uma escolha de cor. Talvez por eu falar na internet e me expor, eu sinta a identificação das pessoas. Cabelo é uma questão de escolha pessoal, a pessoa deve se olhar no espelho e se sentir bonita.”

*Colaboraram Affonso Andrade, Miguel Folco e Susan Vidinhas

Link pra matéria aqui: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/10/mulheres-dizem-por-que-decidiram-assumir-os-cabelos-brancos-video.html