Toda mulher é meio Leila Diniz

Em junho de 2013 o jornal O Globo publicou uma reportagem em sua revista de domingo sobre mulheres que assumiam seus cabelos gris. Lembro que nessa época eu já falava aos quatro ventos que ia tomar coragem para me libertar da tintura a qualquer momento – para incômodo geral. Quando saiu a reportagem uma amiga, que já tinha me ouvido bradar a ameaça algumas vezes, guardou a revista e me deu: “pra te inspirar”, ela disse.

A reportagem pode ser lida nesse link aqui. É bem interessante, apesar das dicas quase sempre equivocada dos cabelereiros (a dica de uma das entrevistadas é beeeem melhor). E destaco um parágrafo que me chamou atenção:

“As mulheres que adotam o visual grisalho aos 40, 50 anos fazem uma pequena revolução simbólica. Assim como exibir a barriga passou a ser lindo após a aparição de Leila (Diniz), elas libertam quem não aguenta mais pintar os cabelos só por obrigação. Elas não estão apenas assumindo os fios brancos, mas mostrando uma forma alternativa, mais singular e bonita de envelhecer — afirma Mirian (Goldenberg), que no segundo semestre lança o livro “Belas velhas”. — Usar cabelos brancos é uma atitude de vanguarda: elas estão adiantando uma liberdade que normalmente só seria conquistada após os 60 anos.”

Então, gata, não tenha medo. Assuma seu lado Leila Diniz. Seja você. Seja Feliz! ;)

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Foto que ilustrou a matéria: Roberta Ferro (de verde, com cabelo curto), Fatima Amaral (de laranja), Maira Jung (de roxo), Ana Maria Castelo Branco (de verde, com cabelo comprido) e Liliu Castelo Branco (de azul): turma do prateado – Camilla Maia / Agência O Globo

Tod@s querem liberdade!

Essa semana que passou publiquei um depoimento na página “Tenho Cabelos Brancos, E Daí?” do Facebook. Contei da minha experiência pessoal e do Projeto Gris. Pra minha surpresa a postagem bombou, com quase mil curtidas, centenas de comentários e dezenas de compartilhamentos!

Postagem do fb - 27ago2016

Por conta disso, a Brunna Condini, jornalista do jornal O Dia aqui do Rio de Janeiro, entrou em contato me convidando para participar de uma matéria sobre mulheres gris, que sairia no final de semana. Saiu! Você pode ver nesse post aqui.

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Projeto Gris no jornal O Dia

Também por causa disso o site hypeness.com fez uma matéria sobre a postagem e como as mulheres estão curtindo ser gris! Você pode ver nesse outro post aqui.

Hypennes - 5set2016

Projeto Gris no Hypeness.com

Sabe o que isso quer dizer, na minha opinião? Que as mulheres estão ansiosas por liberdade! Querem ser elas mesmas, ser feliz como são – e todo empurrãozinho é bem-vindo.

Fico feliz em poder inspirar outras mulheres que não gostam de tintura a se libertar, mas quero dizer que não é só da tintura: liberte-se dos hábitos que você não gosta, que não te fazem feliz. Não se obrigue a ser diferente do que você é porque os outros “falam” ou “acham”, ou porque as revistas de beleza “ensinam”.

Seja você! Seja feliz! ;)

Hypeness.com: “As mulheres estão assumindo seus cabelos brancos; não importa a idade”

por Redação Hypeness

Foi-se o tempo em que cabelos brancos eram sinal de descuido ou velhice. Cada vez mais mulheres de variadas idades estão assumindo seus fios como eles são, dizendo adeus à tinturas e tonalizantes.

Esse processo de transição geralmente se dá após a falta de identificação com cabelos opacos e sem vida, que vão se tornando cada dia mais danificados após tanta química. Foi o caso da paulista Elisa Colepicolo, que relatou à página Tenho cabelos brancos, e daí?, uma comunidade de apoio online às grisalhas, sobre como foi abandonar a visita ao salão a cada 15 dias para dizer sim aos seus fios naturais:

“Comecei a ter cabelos brancos aos 16 anos – e com os tonalizantes também. Aos 26 comecei a notar que tonalizar já não era fácil, e passei para a tintura. Aos 32 estava com o cabelo manchado, tendo que fazer retorques a cada 15 dias, sem cachos, danificado, triste. Odiando esse processo e curiosa sobre a situação real do meu cabelo (que mal lembrava que cor era), aproveitei um corte curtinho que fiz para experimentar ser natural. O máximo que poderia acontecer seria eu não gostar e, 40 minutos depois, estar tingida de novo. Em 2014 me libertei da tinta e, pra registrar o processo e dar referência em português (uma raridade na época) pra outras mulheres na mesma situação, criei o blog Projeto Gris. Lá se vão 2 anos. Nunca mais tingi, tonalizei nem sequer cortei meus cabelos. Eles voltaram a ter brilho e forma, como há muito não acontecia. Eu voltei a ter paz com meus cabelos e, depois de um longo processo de aceitação (lutando contra toda a pressão social da beleza padrão), hoje não consigo mais me imaginar diferente. Me sinto linda assim! E incentivo todas as pessoas que me perguntam. Assuma! Seja você! Seja feliz!”.

O depoimento de Elisa fez sucesso, e além de inúmeras curtidas e compartilhamentos, veio acompanhado de muitos outros desabafos nos comentários:

“Os meus estão assumidos brancos desde 2010! Aguentei a pressão e não me arrependo! Os meus brancos apareceram por volta dos 12 anos!” – Helena Leardini

“Faz uns 3 anos que os meus estão livres. Agora tô deixando crescer de novo! Adoro quando me perguntam aonde fiz os reflexos brancos.” – Sonaira Dávila

“Amei, Elisa Colepicolo! Os primeiros fios brancos já estão acontecendo por aqui. Estou na fase da aceitação. É difícil, me dei conta de como ainda estou a mercê das pressões sociais e padrões de beleza, mas tenho certeza que vou me libertar. É uma constante desconstrução, mas eu chego lá. Adorei o projeto! Parabéns e sim, você está linda!” – Teresa Duque Estrada

“Adoro ter cabelos brancos. Tenho desde os 30 anos e agora com 60 estão cada vez mais bonitos!” – Fátima da Silva

“Serei e já sou dessas… Rsrsrs embora eu não tenha muito cabelo, mas os brancos tem dado o ar da graça, envelhecer faz parte se amar é tão natural quanto…” – Luciane Ramos Madruga

“Cansei de tirar a originalidade do meu cabelo. Assumi de vez os brancos, que aliás já amava. Parabéns a todas nós que aguentam com todo orgulho, as críticas amargas e até acho, meio invejosas. Pois pra isso temos que ter personalidade forte, que acredito que quem critica, não tem!” – Cláudia Rogéria Moura

Apesar de tanto apoio, a resistência e o preconceito com os fios prateados ainda é grande.Seja por pressão da sociedade, seja por falta de costume mesmo. O fato é que deve ser libertador não depender mais de tinturas e reconhecer seu cabelo como ele realmente é, do jeitinho que a natureza fez. Mas, se você não gosta dos seus fios assim, tudo bem. Vale branco, vale loiro, vale ruivo, vale castanho, vale preto, vale rosa e vale azul também. O que não vale é se tornar escrava de algo que não seja para agradar quem mais importa na sua vida: você!

Imagens © Reprodução Facebook

As mulheres estão assumindo seus cabelos brancos  não importa a idade - corte

Link pra matéria online: http://www.hypeness.com.br/2016/08/as-mulheres-estao-assumindo-seus-cabelos-brancos-nao-importa-a-idade/

Jornal O Dia: “Cabelos brancos em alta! Cada vez mais as mulheres deixam de tingir os fios”

Mulherada está assumindo o grisalho com orgulho

02/09/2016 22:33:00
BRUNNA CONDINI

Rio – “No teu cabelo negro brilham estrelas cadentes, arredias”. O trecho do poema ‘O Banho de Xampu’, da inglesa Elizabeth Bishop, faz uma alusão apaixonada aos cabelos brancos. Eles estão com tudo e não são motivo de vergonha para as mulheres que os revelam.

“A vida moderna vai muito bem com a naturalidade. É preciso ser forte. Hoje, as pessoas que me criticaram estão grisalhas também e gratas pela minha atitude”, conta Elvira Helena Martins, atriz e cantora, de 61 anos. “Uso assim há 17 anos. Naquela época, não existia quase ninguém que assumisse os cabelos brancos. Havia um conceito que ficar grisallha envelheceria”, diz. “Me sinto poderosa. Profissionalmente, só me ajudou. Ganhei papéis por conta deles”, completa.

Não é fácil ‘remar’ contra o padrão, mas vale a pena. Fazendo coro com ela, a consultora de museologia Elisa Colepicolo, de 34 anos, deixou a natureza seguir seu curso nos fios, ainda mais cedo. “Encontrei meu primeiro cabelo branco aos 16 anos, mas virou justificativa para brincar de tonalizar de vermelho ou preto”, revela.

Como a maioria das mulheres que tingem os cabelos, Elisa sentiu-se escrava da situação: “Fiquei infeliz. O cabelo parou de cachear, ficava espigado, opaco, e precisava de retoque a cada 15 dias. Comecei a me questionar por que é que eu era obrigada a fingir ter os cabelos que eu não tinha”.

Dessa inquietação, surgiu em 2014 o ‘Projeto Gris’, um blog onde ela divide e relata o processo. “Quando me perguntam por que eu parei de tingir, eu respondo: porque eu sou assim, esse é o meu cabelo”.

A cantora Suely Mesquita nunca tingiu os cabelos por conta dos brancos. “Gostava do contraste de cabelos pretos com a pele clara e tingia de preto total”. Aos 56 anos, Suely percebe a diferença na textura dos cabelos prateados, mas isso não a incomoda. “É preciso achar novos cortes, xampus. Até a relação com a cor das roupas muda”.

A hair stylist Ana Luiza Bartelega acha a decisão corajosa e um reflexo das conquistas femininas. “A mulher está confiante. O grisalho exige cuidado, mas dá menos trabalho do que voltar ao salão de 15 em 15 dias”, diz.

Link pra matéria no site aqui: http://odia.ig.com.br/diversao/2016-09-02/cabelos-brancos-em-alta-cada-vez-mais-as-mulheres-deixam-de-tingir-os-fios.html

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Matéria do jornal O Dia de 03 de setembro de 2016