Projeto Gris no Jornal O Dia!

Cabelos compridos, cacheados e de moicano! Pode tudo com cabelo gris!

Essa semana o jornalista Gabriel Sobreira entrou em contato comigo me convidando para uma matéria sobre cabelos gris para o Jornal O Dia. Topei, feliz, mas me surpreendi quando hoje, ao pegar o jornal na banca, me deparei com uma matéria de página inteira só comigo! Aqui no blog eu sempre compartilho as matérias que participo e geralmente eu sou uma das entrevistadas – dessa vez não, eu fui “a” entrevistada! :D

A matéria ficou linda, o texto do Gabriel está incrível e fiquei mega orgulhosa de poder novamente falar um pouco da minha experiência de auto-aceitação para, quem sabe, ajudar outras mulheres a se aceitarem como são e serem felizes e livres.

As fotos da matéria são minhas, selfies, e pra quem ficou curiosa/o a joia que estou usando no nariz não é furada não, viu? É colada com cola para cílios postiços! Não machuca, não deixa marca, não incomoda, usa só quando quiser. Chama Pinching e você pode conhecer mais sobre ela no site www.pinching.com.br ou no instagram @pinching_store .

Me conta o que você achou da matéria!

Matéria de Gabriel Sobreira para o Jornal O Dia

Projeto Gris no Encontro, da Rede Globo

 

E não é que semana passada uma produtora do programa “Encontro” da Fátima Bernardes entrou em contato comigo me convidando para participar? Assunto? Claro, meus cabelos e tudo o que eles representam.

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Os convidados do programa “Encontro” (e um papagaio de pirata azul) [Foto: Fabiano Battaglin/Gshow]

A gravação foi hoje de manhã, ao vivo. Claaaaro que rola um nervosismo básico mas já aprendi a disfarçar bem. :D E fora que eu fui pra falar de um assunto que, depois de 4 anos e muita entrevistas e bate-papos informais por aí, eu já domino bem – o que ajudou muito.

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O assunto pra valer era Prejuvenescimento, a preocupação antecipada com rejuvenecer, ou pessoas que fazem uso de procedimentos para prevenir sinais de envelhecimento antes mesmo que eles apareçam ou que não querem assumí-los quando aparecem. Assunto em alta por causa da morte de algumas mulheres jovens devido a procedimentos estéticos irregulares, infelizmente.

Mas é impressionante como gris sempre toma conta da conversa quando aparece. De repente o assunto tinha virado definitivamente mulheres que assumem cedo cabelos brancos. E eu adorei, por aí eu estou em casa!

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Julio Freire, Eu e Fátima Bernardes

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(Foto: Fabiano Battaglin/Gshow)

Foi uma participação muito divertida, com repercussão muito positiva nas redes sociais para a “causa gris” – e ainda pude mostrar o Pinching, nossa joia exclusiva para nariz sem perfurações, em rede nacional! ;)

 

 

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(Foto: Fabiano Battaglin/Gshow)

A Fátima Bernardes é muito gentil e carismática, e toda a equipe e convidados foram extremamente simpáticos. Adorei! Espero que você goste também!

O vídeo no YouTube saiu do ar e o WordPress não permite incorporar vídeos da GloboPlay, então segue o link do programa no site da Globo pra você assistir:

https://globoplay.globo.com/v/6924605/#

Você pode ver todas as fotos neste link: https://gshow.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/noticia/confira-as-fotos-do-encontro-com-danilo-mesquita-totia-meireles-e-alcione.ghtml

 

4 anos de Projeto Gris

Eu tou atrasada, eu sei, mas nunca é tarde para comemorar: 4 anos de Projeto Gris!

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U-hu! 4 anos de gris!

Em junho-julho de 2014 eu decidi que não importava mais o que o senso-comum dizia: eu ia assumir meus cabelos brancos aos 32 anos. “Você é muito nova”, “Você vai ter toda sua velhice para parecer velha”, “Mulher de 30 anos de cabelo grisalho não faz sentido”. Decidi que pra mim fazia todo sentido do mundo. Nasci com essa genética. Aos 16 anos comecei a ter cabelos brancos. Aos 26 passei a usar tinturas permanentes. Aos 30 já tava tingindo a cada 15 dias, com o cabelo completamente danificado, odiando todo o processo e sem nem lembrar mais a cor original do meu cabelo. Por que continuar assim?

Eu não sou contra a tintura. Longe disso. Acho que quem gosta de tingir deve ser muito feliz e ter quantas cores quiser. Inclusive acho o máximo cabelos “fantasia”. Volta e meia penso que ia gostar de ter o cabelo azul petróleo… mas aí penso que tou tão feliz com meu gris que não vale a pena todo o tempo e trabalho que dá pra tirar tinta do cabelo. Não de novo. Pelo menos não nesse momento.

E quando parar de tingir o cabelo então?

Eu costumo dizer pra quem me aborda sobre o assunto que chega uma hora que o transtorno de tingir se torna maior que o prazer de ver o cabelo tingido. Essa hora chegou pra mim em 2014. Se essa hora chegar pra você não tenha medo: é só cabelo. Se você não gostar você pode voltar atrás e 40 minutos depois você vai ter cabelos quimicamente coloridos de novo. Simples assim.

O que não pode é ficar infeliz. Com tinta ou sem tinta. Já falei muito isso aqui, né?

Afinal são 4 anos! Não tenho sido muito assídua nas postagens e isso realmente é um lapso. Mas é que a vida dá umas reviravoltas, sabe com é.

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Eu e o Julio no stand da Pinching Store na Babilônia Feira Hype

No ano passado, na postagem de 3 anos, eu falei do PINCHING, lembra? É um tipo de joia exclusiva para nariz, sem perfuração, que meu marido Julio Freire inventou, a gente patenteou e começou a vender. Pois bem. Estamos a todo vapor com o Pinching! Desde favereiro estamos fazendo Babilônia Feira Hype (uma das feiras de moda e gastronomia mais conceituadas aqui no Rio de Janeiro) além de vender pela loja virtual. E desde junho deste ano estamos nos preparando para começar a distribuição do Pinching para lojas do Brasil e do mundo! É trabalheira mas uma grande felicidade. Por isso perdi a data do aniversário. Mas foi por uma boa causa.  Dá uma olhada no instagram da Pinching Store pra você ver como tá maneiro! :D

E o balanço do último ano…

De julho de 2017 para julho de 2018 senti algumas diferenças.

  1. Tenho visto cada vez mais mulheres gris por aí. Acho o máximo! Todas as idades, mas especialmente mulheres com mais de 50. Acho que é quando aquela balança que falei um pouco acima, do prazer com o transtorno, vira mais. Mulheres com menos de 50 não são tantas assim ainda. Mas só o fato de o gris estar mais “normal” já é um avanço gigante!
  2. Eu fiz um Superbonita (que você pode ver aqui) por causa do meu gris. E esse tipo de coisa ainda soa bem maluca na minha cabeça. Porque obviamente que eu nem imaginava que qualquer coisa do tipo poderia acontecer quando tomei a decisão em 2014. E de repente sou foco de reportagens de jornal, viro referência até no Japão e “Superbonita”. Se parar pra pensar de verdade é um avanço e tanto – pra uma sociedade obcecada pela beleza e pela juventude como a nossa – começar considerar uma mulher gris “superbonita”. Viva!IMG_20180805_112629856-ANIMATION
  3. O Superbonita me fez “conhecida”. Claro, não virei famosa nem celebridade, mas sou reconhecida volta e meia. Acho interessante e até engraçado, mas o que me deixou feliz mesmo foi ouvir de mulheres que viram o programa e decidiram aderir ao gris também. Adoro quando minha experiência ajuda alguém a ser mais feliz. :)
  4. Tenho ouvido muitos “que lindo o seu cabelo!”. Isso tem a ver com os itens anteriores (a popularização do gris, o programa…). Eu nunca que ia imaginar lá em 2014 ouvir isso.
  5. Testei corte novo! Tou no objetivo “cabelão” desde que assumi o gris (quem tem cabelos cacheados sabe como é chato e demorado cabelo cacheado crescer) mas entrei na pilha. Só que a inquietação bateu, já tava ficando de saco cheio do meu cabelo e antes que eu fizesse outra maluquice (ou burrice) eu decidi aderir à moda do “undercut”. Ou, pra mim que fui punk adolescente nos anos 90, o famoso “moicano”. Eu-fiz-um-moicano-gris! E AMEI!   Tanto que tou mantendo ele firme e forte já há alguns meses. E isso leva a uma outra quebra de paradigma: não só cabelo gris não tem que ser curto (como vejo muitos cabeleireiros caretas dizendo por aí) como ele pode ser radical! Ou, na verdade, ele pode ser como você quiser!
  6. Ainda tem resquício daquele tonalizante vermelho que passei há um ano atrás (lembra?) nos meus fios. Pra você ver como essas coisas são pesadas mesmo quando são “fracas”.

Enfim. Reflexões. Foi mais um ano de gris. Mais um ano com a liberdade de ter um cabelo natural, de ser como eu sou – e isso não tem preço.

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Eu e a Miah, minha gatinha também gris! <3

Superbonita: “Meu Cabelo, Minha Alma”

 

Nesta segunda, 4 de setembro, foi ao ar o episódio do programa Superbonita, do Canal GNT, que gravei falando da vida de gris.

O programa foi sobre cabelos, teve como personagem principal a cantora Paula Fernandes e como histórias paralelas a minha e a da digital influencer Luiza Junqueira.

O programa ficou massa, você viu? Se não consegiu ver, não tem problema, é só clicar no link aí em baixo e assistir. ;)

https://globosatplay.globo.com/gnt/v/6127087/

Projeto Gris no Superbonita!

Hoje finalmente foi ao ar o episódio que gravei para o programa Superbonita, do canal GNT! Oba!
O programa ficou incrível! Fiquei muito feliz com o resultado!

As reapresentações são:
Terça 8:35
Quarta 18:00
Quinta 9:36
Sexta 04:30 e 14:00
Segunda 04:00

E assim que eles liberarem o video no site do canal eu posto aqui! ;)

Diz aí: você viu?

Ser gris é ser Superbonita!

UOL: “Revolução grisalha: como tirar os cabelos brancos do armário”

Daniela Carasco – Do UOL, em São Paulo – 19/08/2017 04h00

Os cabelos brancos estão na moda. Na TV e no cinema, celebridades como Cássia Kis, Helen Mirren e Vera Holtz ostentam seus grisalhos com muita personalidade. Fora das telas, eles também vêm se popularizando: cada vez mais mulheres têm tirado os seus do armário. E a decisão chega acompanhada de uma sensação unânime de liberdade.

A designer de ambientes e empresária Karla Giaretta, 48, decidiu pela transição há três anos. Dona de fios curtos, tingidos desde os 30 de castanho, ela concluiu que era hora de assumir sua “natureza genética”. “Tenho cabelo branco desde os 23. Arranquei muitos fios até começar a pintar. Sempre quis ser mais valorizada pelos meus atributos intelectuais e não pelos físicos. Ao assumir os brancos, deixei isso claro”, conta.

A mudança foi radical. Karla raspou a cabeça e decidiu esperar os novos fios crescerem de maneira natural. A transformação veio acompanhada de elogios femininos e muitas críticas masculinas. “Várias mulheres diziam que queriam ter a mesma coragem, já meus amigos homens me aconselhavam a cobri-los novamente. Antes, eu gastava no mínimo duas horas no salão. Agora, só lavo com produtos específicos e deixo secar ao ar livre. É libertador”, diz.

No senso comum, uma transformação como essa costuma ser relacionada a uma aparência envelhecida. Karla rebate: “Me deixou com uma feição muito mais delicada”. Para deixar o rosto mais marcado, recorre à maquiagem. “Sem falsa modéstia, me acho linda assim.”

Como nascem — e devem ser tratados — os fios brancos

O dermatologista e tricologista Valcinir Bedin, presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo, explica que o branqueamento dos fios acontece à medida que as células produtoras de melanina morrem. “Nos negros é mais comum a partir dos 55 anos, entre os amarelos por volta dos 45, e nos caucasianos brancos depois dos 35”, diz.

Essa morte celular, segundo o especialista, abre espaço para o aparecimento de bolhas de ar, que no lugar da melanina deixam o fio mais grosso e poroso. Por isso, é importante usar xampu, condicionador e creme ricos em ativos hidratantes — como aloe vera, pantenol, ceramidas, colágeno, elastina e óleos vegetais.

Produtos específicos para cabelo grisalho são ótimos aliados. Eles costumam ter tonalidade arroxeada, que deixa o branco mais vivo e menos amarelado. “Evite lavá-los todos dias e não use xampu antirresíduos, que resseca ainda mais”, ensina Valcinir.

Quer encarar a transição?

A grisalha Elisa Colepicolo, 35, autora do Projeto Gris, dedicado ao assunto, discorda dos especialistas que sugerem recorrer aos tonalizantes para encarar a transformação de maneira menos radical. “É só uma forma de adiar o inevitável”, diz ela, que assumiu os brancos há três anos. “Corre o risco de o cabelo ficar manchado. O ideal é esperar crescer e contar com a ajuda de acessórios para mantê-los no lugar”

O processo, segundo ela, não é fácil. No início, a imagem refletida no espelho lhe rendeu muitas crises. “Mas o resultado depois de um ano e meio me confortou. É libertador não ter mais o compromisso de tingir.” Hoje, ela celebra os fios mais saudáveis longe da química, que prejudica a estrutura capilar, e turbina os cuidados com produtos livres de parabeno, sulfato e silicone. “Sinto que meu fio desintoxicou. Meus cachos voltaram”, comemora.

Leia no UOL: https://estilo.uol.com.br/beleza/noticias/redacao/2017/08/19/revolucao-grisalha-como-tirar-os-cabelos-brancos-do-armario.htm?cmpid=copiaecola

3 anos de Projeto Gris

 

3 anos de Projeto Gris! U-hu!

Se alguém me contasse em julho de 2014 que tudo isso aconteceria porque eu deixei de usar tintura no cabelo eu não acreditaria. Porque eu jamais imaginei que uma atitude tão minha, tão simples, se tornaria algo tão coletivo e tão complexo.

Pra você que ainda não sabe, quando eu completei 32 anos eu decidi parar de tingir o cabelo. Era Copa de 2014, eu estava com o cabelo bem curtinho e achei que era a oportunidade ideal para fazer testes – já que seria bem mais fácil me livrar da tinta com ele crescendo sem ela.

Fiz isso depois de mais de ano de reflexão. Tive medo, muitas dúvidas. Foi quando as buscas por jovens grisalhas na internet me revelou que não existia nada em português sobre o assunto. Achei em inglês e justo a Sarah Harris, a elegante editora de moda da Vogue inglesa nascida no mesmo ano que eu, com uma longa cabeleira gris que nunca recebeu uma gota de tinta. Era o encorajamento que eu precisava.

Poucos dias antes do meu aniversário eu oficializei a decisão lançando o Projeto Gris, e fui registrando o processo pra me ajudar a superar a dificuldade da transição – com o compromisso do blog os dias de “bad hair” e desânimo não me deixavam voltar atrás.

No fim das contas o Projeto Gris acabou sendo mais do que isso. Aos poucos outras mulheres foram chegando por aqui, contando suas histórias, desabafando sobre suas incertezas do antes e durante a transição. E tem sido uma felicidade muito grande poder ajudar de alguma forma mulheres que, como eu, não querem mais a obrigação de fazer algo que não gostam.

TESTE DE FIDELIDADE

Quando eu parei de tingir muita gente me perguntou se eu estava certa disso, se era pra sempre. Sempre disse que não fazia ideia – “pra sempre” é muito tempo. Uma coisa eu entendi logo de cara: tintura permanente não volta mais pro meu cabelo. Mas tonalizantes…

Sabe como é. Eu sempre fui inquieta com cabelo.

Em 2016, no meu aniversário, me deu uma vontade doida de pintar o cabelo de roxo. Tonalizante “fantasia”, o mais fraco que eu encontrei (o extinto Lola Colors, sem usar o fixador), pra sair logo. Só zueira.

Fiz com medo, mas fiz.

Roxa, de Lola Colors

Foi divertido… por 3 dias. Depois disso eu já tava morrendo de saudades do meu gris, forçando a barra pra tirar aquela “intensidade” toda da minha cabeça. Mas era Lola, então em um mês usando shampoo anti-resíduo eu já tinha meu gris de volta.

Acalmei… até março desse ano.

Um dia, no meio de um mês ruim e estressado, ansiosa com tudo, quis mudar alguma coisa. Mas o quê? “Poxa, sempre quis me ver ruiva. Por que não?”. Só que dessa vez fui contra toda minha nerdice, não pesquisei, entrei numa perfumaria e escolhi pela cor que eu vi na embalagem, acreditando no “sai em até 8 lavagens”  do rótulo, sem pensar em mais nada – era um Keraton Banho de Brilho Conhaque. MAIOR-BURRADA-DO-ANO. O ruivo ficou bonito mas em 3 dias, de novo, eu já tava desesperada pra ter meu gris de volta. Mas pergunta se ele saiu? Não teve shampoo anti-resíduo, dekap color, sabão de coco que arrancasse a porcaria do meu cabelo. Entrei em contato com o suporte da Kert que me tratou muito bem mas não tinha solução pra me dar – nunca sequer testaram em quantas lavagens isso sai do cabelo (!). Descobri que a verdade do “sai em até 8 lavagens” é que o tom da foto da embalagem dura até 8 lavagens, depois disso o cabelo fica manchado por um loooooongo tempo. :/

Ruiva, de Keraton Banho de Brilho

O resultado disso? Quase destruí meu cabelo pra ter meu gris de volta.

As lições? Nunca mais passar qualquer coisa no cabelo sem pesquisar.

TENDÊNCIA

Como já falei, em 2014 não existia referência em português sobre jovens grisalhas. Mal existia sobre mulheres (de qualquer idade) que decidiam assumir seus cabelos gris naturais. Talvez por isso fui parar no mídia.

O primeiro jornal a me procurar foi O Fluminense, da região metropolitana do Rio de Janeiro, em 2015. “O Dia“, jornal do Rio, veio na cola – eles sacaram que tinha algo novo no ar… um cheiro de “tendência”.

Nessa época começaram a surgir os primeiros grupos sobre o assunto no Facebook. No “Tenho cabelos brancos, e daí?” eu fiz uma postagem contando minha trajetória pra incentivar outras mulheres a assumirem seu gris. O post rendeu centenas de comentários e curtidas, um artigo no site “Hypeness”, uma matéria no Portal G1 e no site Wotopi do Japão, e um hangout com o canal Conexão Feminista. Em curso tem documentário de pesquisadores da UFF, uma matéria pra um grande portal de internet e um programa de beleza na TV a cabo.

A tendência se confirmou.

PRIMAVERA GRIS

Os grupos do Facebook cresceram, surgiram contas no Instagram, reportagens diversas em jornais e TV. O gris veio pra ficar.

Pelas ruas tenho visto muitas gris (oba!), cada vez mais. A estranheza que eu causava quando passava tem sido substituída por elogios. As perguntas do tipo “é de salão ou é seu?” estão perdendo espaço para elogios aos meus cachos, de tão natural que o gris está ficando.

Mas não se engane: a “primavera” ainda está em curso. Muita gente ainda tem restrição, muitas pessoas ainda torcem o nariz, muitas empresas ainda não aceitam suas funcionárias gris. Ser gris ainda é um “ato de rebeldia”.

Gris e de Pinching

NOVES FORA

Minhas considerações desses 3 anos:

1) Referência é importante. Quanto eu comecei minhas pesquisas eu me achava meio maluca – mal tinha completado 30 anos e queria jogar tudo pro alto e assumir meu cabelo gris. Não conhecia nenhuma mulher da minha idade grisalha e isso me deixava “deslocada”. Quando eu descobri a Sarah Harris parei de me sentir maluca e passei a ter uma referência. E esse foi um dos motivos da existência do Projeto Gris, dar a mão pra outras mulheres sentirem que não estão sozinhas.

2) A pressão é forte. Não parece, mas é. Às vezes nem é direta, nem sempre alguém fala “Por que você não tinge o cabelo?”. Mas tem os comerciais, as revistas, os filmes, as prateleiras, o dia-a-dia. Tem o que a gente se acostuma a achar “normal”. E pra estar “fora do normal” tem que ter peito.

3) A decisão é só sua. Talvez sua família torça o nariz se você disser que pensa em virar gris. Talvez teus amigos riam da sua ideia. Talvez as pessoas te desencorajem. Mas ninguém sabe como é pra você, ninguém vive o que você vive. Então é uma questão de prioridades – quando a prioridade deixa de ser os outros para ser você aí sim é possível tomar a decisão de parar de tingir.

3) Por mais que o gris já esteja “aceito” pelo seu cérebro, a coloração vai te tentar. Isso é normal. Um colorista me disse outro dia: “os homens ficam ansioso e vão beber ou gastar dinheiro com bobagem, as mulheres mudam o cabelo”. Eu já tive cabelos de várias cores e cortes, não seria agora que eu não sentiria impulsos de mudar. A questão é como “brincar de cor” sem manchar o cabelo.

4) É libertador. Muito. Não me sentir obrigada a ter o cabelo que não é meu, não me preocupar se “a raiz crescida está aparecendo”, não ficar entupindo meu cabelo de creme para compensar os estragos da tintura. Apenas cuidar do cabelo como deveria ser: deixá-lo saudável (e consequentemente bonito).

5) É lindo! <3

Ou seja, 3 anos e muitas histórias depois, tenho cada vez mais certeza da escolha que fiz – e sou muito feliz por isso. :)

PS:  Não, eu não esqueci da data, mas como estou num momento correria da vida, lançando junto com meu marido o PINCHING (uma joia de nariz não perfurante que você deve ter visto em algumas das fotos do post) pela loja virtual que construímos <www.diio.com.br>, então acabei empurrando para depois. Mas eis aqui!